Separar contas pessoais das empresariais é fundamental para que o negócio caminhe com boa saúde financeira. Seja você um médio empreendedor, seja um microempreendedor individual (MEI), é importante seguir uma organização particular para pessoa física e jurídica.

Os motivos são vários. A clareza da realidade, por exemplo, fará com que o gestor consiga enxergar com facilidade todos os custos, as despesas e os lucros do negócio. Esse ponto é fundamental para que ele tome decisões mais fundadas e efetivas, como a de precificação de serviços.

Além disso, essa percepção mais apurada ajudará no momento em que for preciso fazer a declaração do Imposto de Renda de Pessoa Física (IRPF) e, no caso de microempreendedores individuais, a Declaração Anual de Faturamento do Simples Nacional (DASN-SIMEI).

Como sabemos, uma alegação de renda e de despesas equivocada pode gerar um sério problema com o fisco ou fazer com que o negócio arque com mais impostos do que o previsto.

Sendo assim, evite os riscos que a mistura de contas provoca e veja algumas dicas para fazer a divisão de forma eficiente!

Tenha contas-correntes separadas

Parece simples, mas muitos empreendedores ainda tentam manter todas as obrigações de pessoa física e pessoa jurídica na mesma conta. O problema desse comportamento é que fica cada vez mais difícil conseguir separar o que foi gasto propriamente com a empresa e o que foi usado para necessidades pessoais.

Essa bagunça começa com pequenas coisas, como aproveitar o momento de estar pagando todas as contas do negócio e quitar a mensalidade escolar do filho antes que atrase. Com o passar do tempo, isso vira rotina e, quando o empresário percebe, já está no meio de uma bola de neve.

Para um controle mais otimizado, nunca misture as obrigações da vida pessoal com as do empreendimento. Como dito ali no começo, a separação facilitará enxergar a realidade do negócio, como o nível de lucratividade e rentabilidade, além de simplificar as coisas para o IRPF e o DASN-MEI.

Crie reservas diferentes

Sabemos que imprevistos sempre acontecem. Muitos deles demandam gastos financeiros sem que estejamos preparados para tal. Seja um problema repentino com o carro, seja um cliente inadimplente, esses infortúnios podem causar consequências negativas no orçamento.

Na hora do desespero, a fim de evitar deixar a conta no vermelho, o empreendedor pode pensar em usar parte do dinheiro da outra conta para cobrir esses dispêndios casuais. Porém, na hora de repor o valor e de justificar essa ação na contabilidade, é possível se deparar com dificuldades.

Agir de forma prudente é sempre a melhor saída. Então, nada melhor que deixar, nos dois casos, uma reserva financeira para ser usada apenas nesses momentos de grande necessidade.

Otimize o controle financeiro

Saber exatamente para onde está indo o dinheiro, os principais tipos de custos, investimentos e despesas que a empresa tem, a porcentagem de lucro em cada venda, a economia obtida com o fornecedor, o ticket médio de compras dos clientes, a quantidade de vendas parcelas, entre outros, é essencial para tomar qualquer tipo de decisão.

Conheça o EmittePowered by Rock Convert

Além disso, essa ação ajuda o gestor a não se esquecer de pagar as faturas na data certa e permite que ele saiba quantos são os clientes devedores.

É importante entender que estar no azul nem sempre significa que a empresa está lucrando bem. E, tanto para a conta pessoal quanto para a empresarial, esse controle apurado é o primeiro passo para que se caminhe em direção ao sucesso.

Defina um pró-labore

Outra forma de ajudar a separar contas pessoais das empresariais é definindo o pró-labore de cada sócio, ainda que a empresa seja MEI. Esse delineamento impede o comportamento dos sócios de utilizar todo o lucro obtido do negócio sem deixar algum valor para realizar investimentos ou como reserva emergencial.

Agir assim possibilita, inclusive, mais clareza e justiça a todos, já que ficam sabendo exatamente a importância que cada um recebeu. Para o MEI, isso é importante para que consiga coordenar melhor uma quantia de gastos mensais.

Sem o pró-labore definido, o empreendimento corre riscos de não conseguir se desenvolver e perder sua competitividade com o passar do tempo. Uma forma de estabelecer parcela razoável a todos é avaliar os valores do mercado para as atividades semelhantes da empresa.

Invista em um software

Hoje, contamos com a ajuda da tecnologia, que pode desempenhar inúmeras atividades de cunho mais operacional. Um Enterprise Resource Planning (ERP) é um dos exemplos de softwares que auxiliam a realizar uma gestão empresarial eficiente, inclusive em termos de finanças.

Tal sistema é capaz de automatizar processos, integrar as áreas departamentais, facilitar a identificação de gargalos e ajudar no controle do dinheiro que entra e sai. Por exemplo, é possível perceber a quantidade de vendas parceladas, qual o momento em que cada prestação entrará e o total de encargos pagos às redes adquirentes de cartões de crédito.

Com todas as informações centralizadas, o gestor tem mais capacidade de fazer o planejamento contábil do negócio.

Acompanhe o fluxo de caixa diariamente

O fluxo de caixa se refere à entrada e saída de dinheiro no empreendimento. Ainda que se tenha um sistema automatizado, como o ERP, é importante realizar o controle diário.

Por meio dessa ação, pode-se descobrir circunstâncias prejudiciais e agir a tempo, com responsabilidade, como no caso de uma venda feita no valor indevido ou, mesmo, de falcatruas no negócio. Essa supervisão impede, também, que a conta fique negativa por muito tempo, situação que costuma acarretar cobrança de juros altos a qualquer tipo pessoa.

Outra facilidade de estar com esse acompanhamento em dia é mais rapidez no momento de realizar os controles mensais e anuais, o que ajuda o empresário a fazer os registros das movimentações sem erros e esquecimentos.

Assim, existem muitas condutas que um empreendedor pode adotar a fim de conseguir separar contas pessoais das empresariais. É importante ter em mente que a falta de organização nesse aspecto costuma ser prejudicial, pois dificulta o crescimento do negócio, faz a empresa correr o risco de pagar mais tributos e juros e atrapalha o sucesso financeiro.

Gostou do artigo? Então saiba, agora, como escolher um sistema de notas fiscais para ajudar na organização das suas contas!