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O que é GTIN: saiba como funciona e os seus benefícios

o que é GTIN saiba como funciona

O que é GTIN? É a sigla para Global Trade Item Number, em inglês. Trata-se de um identificador controlado pela GS1, aplicado em matérias-primas e produtos finalizados.

É um tema relativamente novo, mas importante, principalmente se utiliza a internet para vender. dependendo do setor que atua é importante conhecer o tema e se adequar aos requisitos. Continue lendo o post, entenda o que é GTIN, sua importância e benefícios. Boa leitura!

O que é GTIN?

GTIN é um identificador destinado aos itens comerciais, dispostos abaixo dos códigos de barras. Os fabricantes imprimem esse código nas embalagens dos produtos para identificá-los de forma exclusiva para o mercado global.

Basicamente, o GTIN é aplicado para recuperação de informações pré-estabelecidas, abrangendo desde matérias primas até produtos finalizados.

Podemos dizer que é como um “CPF” só que para as mercadorias. Ele identifica e descreve algumas características importantes dos produtos, assim como o registro o faz com pessoas físicas.

Assim, ele é necessário para todos os produtos que detenham uma marca e para aqueles anunciados no comércio. 

Por sua vez, os artesanais ou feitos sob medida também recebem o código, desde que sejam vendidos em larga escala ou comercializados por grandes varejistas.

Desenvolvido e administrado pela GS1, esse identificador é formado comumente por 13 dígitos, mas há casos que também é formado por 8, 12 ou 14 dígitos.

Outro ponto importante é que anteriormente ele era chamado de código EAN, e era atribuído a qualquer item, seja produto ou serviço. 

Dessa maneira, ele poderia ser precificado ou faturado em qualquer estágio da cadeia de suprimentos.

Foi somente em 2017 que passou a se chamar GTIN e receber diversas novas características. Mas afinal, como ele é formado?

Basicamente GTIN é um termo “guarda-chuva” para representar todo um grupo de identificação conforme as estruturas concedidas pela GS1.

Por isso, podemos mencionar como sendo quatro as formas de cadastro do código, conforme os exemplos e tabela abaixo:

  • GTIN-8: é aplicado no código de barras EAN-8;
  • GTIN-12: é aplicado no código de barras UPC-A;
  • GTIN-12: é aplicado no código EAN-13;
  • GTIN-14: é aplicado no código ITF-14.

GTIN-14 – Estrutura

  • Indicador
  • GTIN de itens contidos (sem dígito verificador)
  • Dígito Verificador
  • N1 N2 N3 N4 N5 N6 N7 N8 N9 N10 N11 N12 N13 N14

GTIN-13 – Estrutura

  • Prefixo GS1 de Empresa / Referência do item
  • Dígito Verificador
  • N1 N2 N3 N4 N5 N6 N7 N8 N9 N10 N11 N12 N13

GTIN-12 – Estrutura

  • Prefixo GS1 de Empresa / Referência do item
  • Dígito Verificador
  • N1 N2 N3 N4 N5 N6 N7 N8 N9 N10 N11 N12

GTIN-8 – Estrutura (atribuído 1 a 1)

  • Prefixo GS1-8 / Referência do item
  • Dígito Verificador
  • N1 N2 N3 N4 N5 N6 N7 N8

No Brasil, o responsável pela atribuição do código é o CNP – Cadastro Nacional de Produtos, entidade que armazena as informações de licenciamento do código.

Além disso, mantém uma integração com o Cadastro Centralizado de GTIN (CCG), o banco de dados que armazena o conjunto de informações dos produtos que receberam o código GTIN.

Conforme a Nota Técnica 2017.001, desde o início de 2018, os produtos em circulação que tenham um código GTIN e que são descritos nas notas fiscais eletrônicas (NF-e e NFC-e) terão seus dados validados no CCG.

O que exige dos donos das marcas dos produtos a atualização das informações cadastrais de seus produtos junto ao CNP pelo site cnp.gs1br.org.

Entre as informações que precisam estar no CCG estão:

  • GTIN e o tipo;
  • Marca;
  • Breve descrição do produto;
  • Dados referentes a classificação do produto como segmento, classe, subclasse etc;
  • CEST (se existir);
  • Peso e sua unidade de medida.

Qual a importância para o e-commerce?

No ambiente virtual, os canais digitais utilizam esses identificadores únicos para determinar a singularidade do item.

Ou seja, se você tentou procurar um produto pela internet e não o encontrou por meio das palavras-chaves, o GTIN vai ajudar na solução. Os códigos gerados são amplamente aplicados no varejo (físico e virtual) para a identificação de produtos.

Basta digitá-los no buscador e você verá diferentes opções de mais de um fabricante.

O Google adotou mudanças que penalizam os e-commerces que não adicionarem o GTIN válido aos produtos vendidos ou anunciados.

A medida vale principalmente para o Google Shopping, ferramenta que apresenta, aos usuários quando fazem pesquisas, ofertas com produtos relacionadas à palavra-chave pesquisada.

Quais as vantagens do GTIN?

Tendo entendido o que é GTIN, devemos mencionar que suas vantagens não se resumem à obrigatoriedade fiscal. Muito pelo contrário, o código representa ganhos tanto para os órgãos públicos reguladores quanto para o empreendedor, sendo eles:

Unificação das informações

O GTIN é utilizado como um único código em que estão disponibilizadas as principais informações sobre o produto.

Trata-se de uma forma eficiente, prática e amigável para validar, acessar e receber dados confiáveis, com eficiência, segurança e à prova de erros.

Não é necessário consultar dados dos produtos no site de cada um de seus fornecedores. Com o código, é possível entender detalhadamente cada uma das mercadorias sem a necessidade de buscar por cada item em lugares diferentes.

Facilidade de ser encontrado em pesquisas

Os benefícios são sensíveis principalmente para o e-commerce, o qual tem maior precisão das informações de cada produto vendido e facilidade para encontrá-los nos sites de pesquisa e marketplaces.

Além disso, algumas empresas já penalizam os produtos sem o GTIN. O Google Shopping, por exemplo, tornou obrigatório o código para o cadastro de novos produtos desde maio de 2016. A Amazon também solicita a identificação para maior controle de sua base de produtos.

Por isso, ter o registro adequado dos produtos facilita para o consumidor encontrar o negócio ao buscá-lo nas plataformas digitais. 

A comodidade e segurança de contar com o código de barras também é muito vantajosa para o comprador.

Melhora a pesquisa nos buscadores

Quanto mais dados relevantes forem fornecidos, melhores as oportunidades que terá para apresentar os anúncios adequados aos usuários.

Em um cenário em que os consumidores pesquisam bastante antes de concluir a compra, os códigos globais agem como dinamizadores para explorar a experiência do usuário, que encontra informações verdadeiras sobre o que procuram.

Com isso, o produto passa a oferecer mais confiança, uma vez que ele corresponde exatamente ao que o consumidor busca.

Mulher com nota fiscal

Gera mais impressões positivas

Voltando ao ao Google Shopping, com informações corretas sobre o item, as chances de obter boas impressões dos consumidores é maior.

Isso porque a plataforma vê positivamente a aplicação do GTIN nos produtos, dessa forma também são maiores as chances deles serem apresentados aos usuários que fizerem buscas relacionadas ao item vendido.

Também gera a oportunidade de aparecer nos resultados de buscas orgânicas, nos sites parceiros do Google (rede de displays), Youtube e outras plataformas.

Gera mais conversões

Com mais visualizações no anúncio, maiores são as chances de conversões. Em primeiro momento o usuário pode até não comprar o produto, mas pode se aproximar mais da marca que o está vendendo.

Fornecer ao Google o GTIN correto de um produto em seu feed é capaz de aumentar em até 20% a taxa de conversão.

Redução de erros

O GTIN opera automaticamente a partir de um código de barras. Por isso, podemos dizer que ele ameniza possíveis erros causados por digitação inadequada ou outros problemas técnicos. 

Sendo assim, além de organizar melhor as informações de cada produto, o código GTIN impede irregularidades nos registros deles. Dessa forma , diversos erros humanos, imprevistos e retrabalhos podem ser evitados com a adoção desse sistema.

Rastreabilidade de mercadorias

Se você enfrenta erros com estoque, controle e identificação de mercadorias, o GTIN também pode ser uma solução. 

Por oferecer uma visão mais ampla das mercadorias e estoques, ele pode impedir, por exemplo, que produtos fiquem por muito tempo parados, sem destino à venda.

Vale ressaltar, ainda, que a utilização do código também beneficia o olhar estratégico da empresa. Com um maior monitoramento dos produtos, tomar decisões, desenvolver estratégias e registrar resultados é muito mais simples.                                                                      

Como gerar um GTIN?

Agora que você já entendeu o que é GTIN e suas vantagens, como gerar essa numeração para os produtos? O que é preciso para fazer isso? 

Antes de mais nada, é fundamental acessar o site do CNP (Cadastro Nacional de Produtos) e registrar-se. Os passos seguintes podem ocorrer de forma diferente, conforme as condições abaixo, confira:

 Produtos de fornecedores

Quando os produtos que você deseja registrar são oferecidos por outros fornecedores, não é necessário cadastrá-los novamente. Sendo assim, você pode consultar a empresa que os fornece e solicitar seu GTIN. 

É possível utilizar o mesmo código do fornecedor ao comercializar os produtos adquiridos. Inserir o código GTIN será útil para manter o controle de estoque e vendas das mercadorias. 

Para isso, no site oficial do CNP, onde após o registro você pode seguir os seguintes passos para emitir uma etiqueta:

  1. Selecionar no menu esquerdo “Produtos (GTIN)”;
  2. Selecionar a opção “etiquetas para a impressão”;
  3. No canto superior direito, clique na opção “Nova etiqueta”;
  4. Na aba “código de barras” você pode selecionar o código que deseja adicionar à sua etiqueta;
  5. Seguidamente, basta inserir o tipo de código de barras que deseja. 
  6. Depois, será necessário inserir algumas informações sobre o modelo da etiqueta e a quantidade.

Todo esse processo facilita a inserção dos códigos nos produtos para a operação do caixa e a comercialização da mercadoria. O site também disponibiliza diferentes tamanhos de etiquetas para adequá-las corretamente ao produto. 

Ao fim do processo, basta realizar a impressão do arquivo que será oferecido, já com as informações completas acerca do produto. Não há a necessidade de realizá-lo mais de uma vez para emitir quantidades maiores de etiquetas.

Produtos de fabricação própria

Por outro lado, se o produto não é fabricado por terceiros, existe a necessidade de cadastrá-lo para obter o código GTIN. 

Nessa circunstância, é preciso ir ao site da CNP e registrar os produtos na opção “Meus produtos” e, em seguida “novo produto”

Vale ressaltar que é necessário pagar uma taxa para adquirir o código de barras, e requer renovações anuais. Tudo é feito pela plataforma, e o cadastro de novos produtos é obrigatório caso você mesmo os fabrique. 

Tendo realizado o serviço e adquirido o GTIN, é possível realizar o mesmo procedimento do tópico anterior para a fabricação de etiquetas. Nessa circunstância, isso identificará o produto que você fabrica e o tornará identificável nas notas fiscais.

o que é gtin

Qual a ligação do GTIN com a emissão de notas fiscais?

A emissão de uma nota fiscal que não possui o código GTIN, apesar de o produto ser registrado faz com que ela seja anulada. Sendo assim, é essencial inserir o código em todas as notas emitidas, caso o produto seja de outros fornecedores.

O ajuste SINIEF, publicado em 2017, prevê obrigatoriedade no preenchimento do campo cEAN e cEANTrib nas notas fiscais eletrônicas. Sendo assim, é obrigatório para o emissor inserir o código do GTIN caso o produto o possua. 

Não cumprir a norma pode acarretar problemas fiscais, e a nota fiscal acaba sendo considerada inválida. Assim, os sistemas que validam os documentos são associados ao CNP, ou GS1, que é a plataforma responsável pelos cadastros. 

Como preencher uma NFE?

Emitir nota fiscal nem sempre é uma tarefa simples, pois existem diversas informações muito específicas em relação a cada produto. De maneira geral, é necessário incluir dados do destinatário e remetente, como:

  •  Nome fantasia;
  • Razão social;
  • CNPJ;
  • Endereço;
  • Tributos;
  • Dados de contato; 
  • Código do produto (se houver)

No que se refere aos tributos, é fundamental conhecer as condições na venda de cada tipo de produto. Isso porque existem impostos, como o CSOSN que dependem do tipo de empresa e diversos outros fatores da venda.

Em outros casos, o tipo de nota fiscal, como, por exemplo, uma NF de remessa pode evitar que você pague tributos desnecessários. 

Sendo assim, é importante estar informado acerca das condições de cada produto para preencher adequadamente a NFE.

preencher nfs gtin

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Conclusão

Para a melhor fiscalização do movimento de produtos, entender o que é GTIN e incorporá-lo é extremamente importante ao empreendedor. 

Além de evitar irregularidades na NFe, esse sistema também o deixa mais organizado com as mercadorias adquiridas.

Agora que você já sabe o que é GTIN e seus benefícios é o momento de aplicá-lo em sua estratégia. Trabalhá-lo de forma eficiente garante não só o maior controle das operações, como também mais oportunidades de expandir os seus negócios. 

A maioria das marcas já se valem das informações do código e entendem que ele é fundamental para ampliar o potencial de vendas.

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