A agricultura no Brasil é uma das mais eficientes do mundo. Muito se dá pela modernização do campo em determinados pontos, como insumos e maquinário, e pela utilização de práticas pautadas na biotecnologia na agricultura.

O tema não é relativamente novo, contudo, ainda há dúvidas, principalmente quanto aos benefícios que ela pode proporcionar.

Continue lendo o post, entenda o que é biotecnologia e como ela pode trazer resultados positivos para a lavoura. Vamos lá!

O que é biotecnologia?

A biotecnologia é o conjunto de práticas que utilizam sistemas e organismos vivos para a obtenção e a melhoria de técnicas e produtos. A área também se vale da manipulação do DNA em técnicas de DNA recombinante, como a utilização de engenharia genética e da cultura de células/tecidos.

Os métodos biotecnológicos estão relacionados a diversos procedimentos de modificação de organismos vivos, desde procedimentos mais simples, como a domesticação de animais e o cultivo de plantas, até os mais complexos, como seleção artificial e hibridização.

Quais os avanços que o produtor encontra atualmente?

A biotecnologia na agricultura se popularizou com a aplicação de técnicas para tornar o cultivo mais eficiente e aumentar a produção. Nesse sentido, pragas e doenças praticamente foram erradicadas do campo e, antes, o que atuava como obstáculo na produção de alimentos, hoje, não representa grandes problemas. Em linhas gerais, a engenharia genética favoreceu o desenvolvimento de tecnologias que reduzem perdas e ampliam a produtividade nas lavouras.

Essa associação permitiu, por exemplo, a criação de espécies vegetais resistentes a insetos, com alta tolerância a herbicidas, além do incremento na qualidade e na quantidade dos produtos agrícolas. O agricultor tem, à disposição, métodos que favorecem sua produção e, consequentemente, seu crescimento econômico.

Quais os benefícios já evidenciados pela biotecnologia na agricultura?

Redução no uso de defensivos

As plantas transgênicas passam a ser mais tolerantes a herbicidas e resistentes a insetos que possam consumi-las. Em consequência, há uma maior facilidade no manejo das plantas e dos insetos invasores, resultando em uma menor quantidade no uso de defensivos químicos.

De acordo com o estudo de Brookes & Barfoot, relacionado ao impacto global de efeitos socioeconômicos e ambientais da biotecnologia, houve uma redução de 352 milhões de quilos de defensivos agrícolas entre os anos de 1996 e 2008 em todo o mundo.

Maior produtividade

O cultivo de transgênicos, por exemplo, permite a melhoria de práticas de cultivo e o aumento da quantidade (e qualidade) dos produtos agrícolas. Os países que adotaram a biotecnologia evidenciaram a elevação da produtividade sem que isso representasse um aumento da área de cultivo.

Preservação da biodiversidade

Os benefícios ambientais são bem mais relevantes do que os improváveis riscos, impactando positivamente no ambiente, uma vez que a ampliação da produtividade no cultivo reduz a necessidade do aumento da área plantada, favorecendo a manutenção de áreas de preservação ambiental.

Há o uso racional de defensivos agrícolas, o uso adequado de água, a redução no uso de combustíveis, a conservação do solo e a diminuição da emissão de gases nocivos à atmosfera. Em geral, a biotecnologia na agricultura favorece a lucratividade do produtor e a preservação da biodiversidade.

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