Primeiramente, a análise do solo é um conjunto de procedimentos químicos que têm como finalidade determinar a existência de nutrientes em um espaço. Desse modo, também é possível avaliar as propriedades biológicas, físicas e químicas do solo que são essenciais para a nutrição das plantas.

Como não é possível conseguir todas as características do solo com total precisão apenas por meio da observação visual, um dos principais objetivos da análise do solo é justamente prover as informações necessárias para determinar e prevenir diversos tipos de problemas nutricionais que possam contribuir com a propagação de doenças e pragas nas plantas.

Neste conteúdo, mostraremos a importância da análise de solo e como realizá-la da forma correta. Continue a leitura para saber mais sobre o assunto!

Por que a análise do solo é importante para a produção rural?

Graças à análise do solo é possível identificar o potencial que ele tem para prover os nutrientes necessários para o desenvolvimento das plantas. Além disso, essa é a maneira mais simples, eficiente e econômica de obter dados sobre a fertilidade da terra.

Essa também é a base para recomendar as quantidades adequadas de fertilizantes e corretivos, com o objetivo de intensificar a produtividade das culturas e, por consequência, aumentar a lucratividade e alcançar uma boa taxa de retorno sobre os investimentos, visto que a análise do solo ajuda a reduzir gastos com agrotóxicos.

Como fazer a análise do solo corretamente?

Nos próximos tópicos você verá as principais etapas que compõem o processo de análise do solo.

Faça a coleta da amostragem do solo

A amostra é uma porção de terra que tem todas as características a respeito do solo e pode representá-lo por meio de dois tipos de análise:

  1. Amostra composta — consiste em uma mistura homogênea composta por diversas amostras simples (pelo menos 15 amostras simples) e é recomendada para avaliar a fertilidade do solo;
  2. Amostra simples — consiste na coleta de uma porção de terra de um único ponto da área e é a mais recomendada para classificar do que avaliar o nível de fertilidade.

Escolha a época certa para coletar as amostras

As amostras para realizar a análise do solo podem ser coletadas em qualquer época do ano, contudo o início do período de seca — ou durante as estações outono e inverno — são considerados ideais para a sua retirada.

É preciso realizar a coleta quatro meses antes do plantio ou aguardar pelo menos 60 dias após a última adubação. Já no que se diz respeito à frequência, a amostragem pode ser realizada anualmente. Em casos de solos com problemas de fertilidade, ela deve ser feita mais vezes durante o ano.

Divida a área em glebas

Para que a análise de solo a respeito das condições seja minuciosa, é muito importante que toda a área seja dividida em glebas. As áreas devem ter até 20 hectares e as condições de topografia, vegetação natural, cor e preparos realizados anteriormente devem ser considerados, conforme o Manual de Fertilidade do Solo, pois podem afetar as características do solo.

Identifique o que deve ser analisado

Após a coleta ser realizada, um profissional capacitado deve interpretar as informações para que possa tomar as melhores decisões sobre a adubação e calagem. Entre os aspectos que serão analisados, podemos citar:

  • Saturação por alumínio (m%);
  • Tamanho de partículas (argila, silte e areia);
  • CTC ou T;
  • Relação cálcio/magnésio;
  • Saturação por bases (V%);
  • Teores nutricionais (cálcio, matéria orgânica, magnésio, fósforo, potássio e alumínio);
  • Acidez do solo (pH).

Envie a um laboratório

Para enviar a um laboratório 300 gramas da mistura devem ser retiradas e transferidas para um saco plástico limpo e depois embalado. O mesmo processo de amostragem deve ser repetido em outras áreas. Lembrando que sempre fazer a identificação correta a respeito do tipo de amostragem, informando dados como:

  • Data;
  • Propriedade;
  • Gleba;
  • Nome do proprietário;
  • Profundidade da coleta e do solo.

Para concluirmos, é fundamental ressaltar que o proprietário também deve guardar o número de cada amostra, assim como o local em que ela foi retirada — o ideal é ter um mapa da propriedade com as glebas amostradas devidamente identificadas — pois, todas essas informações são altamente relevantes para que o laboratório faça a análise de solo.

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